Financiamento de Campanhas, correlações, tendências...

Algo que ficou muito claro nessas eleições para DCE, CONSUN e CSEPE na UERJ foi em relação ao financiamento de campanhas.


Os grupos maiores que eram opositores sempre questionaram em suas posições públicas (dos Partidos a que pertencem) a questão da Universidade ser entregue nas mãos do Capital Privado.


Isso porque, enquanto pública a Universidade deve atender ás demandas da sociedade e do Estado que a mantém. Se é financiada diretamente pelo Capital Privado passa a trabalhar também para os interesses de determinado grupo empresarial.


O fato é: Houve campanha financiada por Sindicatos, etc. Nada contra, em princípio, mas o grupo político que disputa o espaço político não ficaria também atrelado às idéias do Sindicato e Partido Político que o gerencia?


Ficaria então o grupo político de tal chapa pretenso às greves, ás lutas comuns do sindicato, etc?


E a questão do dinheiro do trabalhador, cuja contribuição se voltou para "financiar uma campanha para um DCE"?????


O Sindicato nesse texto é um exemplo, o mesmo raciocínio se aplica a Partidos Políticos, Empresas, Grupos ligados à Reitoria, fundações etc...


Um Partido Político é a via democrática para se chegar à gestão de um Estado. Mas o que se nota hoje em dia, é, além de uma aversão ao Partido Político, há também uma aversão à intromissão de Grupos Partidários na vida acadêmica. Não é a questão MACRO que faz de um Partido Político algo útil, é justamente a interferência dos grupos partidários em questões particulares de determinada entidade, questões estas que se misturam com questões pessoais das pessoas que disputam o espaço político.


Quando costumo criticar o aparelhamento de certos grupos partidários, logo vem a tona a questão da filiação partidária, questões de Estado e Democracia. E´ fácil rebatê-los. Imagine um Estado Teocrático. Criticar a Religião desse Estado seria a forma mais leviana de ação, o erro reside na ação do aparelhamento e não no fato de se possuir uma crença ou idealismo.


Talvez haja mais fatos nessa questão, mas é importantíssimo que quem se candidata a um determinado cargo, se comprometa a escutar mais os que votam e os que não votam do que a direção partidária... Só assim poderemos fortalecer a noção de importância que um Partido Político tem, nas questões públicas de um Estado.


E é o financiamento, de quem e do quê, o cerne de todo o questionamento. Há uma troca, correto? O dinheiro é objeto no intermédio desta troca. Ninguém estaria doando dinheiro, em teoria, pois mesmo que não houvesse um "acordo" (para algo a mais) poderíamos pensar na satisfação de quem doa em ver aquele grupo vencedor. A questão é, se não é necessariamente a "satisfação", o que pode ser então?


Há  financiamento? Há uma troca.







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