TESE - Um modelo de Desenvolvimento para Populações Carentes.





TESE para o IV CONGRESSO




Ordem Econômica e Desenvolvimento:



Um modelo "genérico" de desenvolvimento regional para populações carentes
por Raul Castro
(membro da Juventude Socialista PDT-Rio de Janeiro)











RESUMO












A questão do dinheiro sempre foi importante em vários tipos de sociedade ao longo dos tempos. O que a maior parte da população ignora é que a questão do dinheiro em si é um problema básico de CRÉDITO e que as regras dos jogos de quem "cede" o crédito e de quem o toma determina toda a conjuntura dos mesmos, influenciando inclusive o comportamento da sociedade. São as REGRAS ECONÔMICAS em um local que determinam o comportamento da sociedade daquele local.
A presente TESE tem como proposta um modelo que promove a competição entre seus componentes além de incentivar o empreendedorismo e a inovação tecnológica como parte do processo de produção. No início é feito um breve comentário das políticas empregadas nos dias de hoje e a razão das mesmas não serem um processo que optimiza a produção das indústrias. Após temos a apresentação das principais idéias do modelo em si. Foi buscado uma apresentação simples de forma que qualquer pessoa possa entender o modelo apresentado.
















Chaves:

INDÚSTRIA: No presente texto o termo correto é usado. Exemplo: A Indústria de Alimentos é o conjunto de empreendimentos que empregam Capital e Trabalho e fornecem Serviços e/ou Produtos na área de Alimentos. Ídem: Indústria dos Bancos, Petroquímica, Biotecnologia, Informática.

MICROCRÉDITO: Termo usado de forma comum e indiscriminadamente em relação a financiamentos que variam de US$ 50,00 a US$ 5 000,00. Geralmente destinados a famílias carentes. A presente tese tenta fugir um pouco desse termo em si embora o objetivo talvez seja semelhante: Promover a melhora da saúde econômica de uma determinada população carente através da junção de Capital e Trabalho e um preço desse Capital justo, condizente e incentivador do desenvolvimento.
"O microcrédito se encontra necessariamente num contexto de
microfinanças, sendo esta entendida como sendo o fornecimento de empréstimos, poupanças e outros serviços financeiros especializados para pessoas carentes" <== (retirado da WikiPedia).


JOGO: Relação entre dois ou mais "atores" (elementos do jogo que podem ser pessoas, empresas, indústrias, etc) na qual cada um deve tomar decisões em relação a um objetivo comum.




As chaves não listadas acima têm a sua explicação durante o texto.
















1) O Sistema Atual (comum) e suas descontribuições para um Brasil desenvolvido.


Ao longo da história o homem tem se utilizado de diversos elementos que agregavam valor para poder realizar trocas. Em uma certa época esses elementos começaram a apresentar RISCOS seja por questões de transportes, segurança, depreciação, novos elementos de troca que possuíam maior valor, ou essas mesmas (ou outras) razões juntas - relacionadas entre si.
Inventaram então o CRÉDITO e por intermédio dele poderia-se realizar as trocas que tanto eram necessárias com a praticidade desejada.





A Riqueza é algo escasso, limitado e que possui valor. As unidades monetárias "quantificam" as riquezas (são unidades de valor). O dinheiro em si, então, é mero crédito (na verdade "dinheiro" é "papel pintado"...).




Quando então se viu o desenvolvimento do CRÉDITO este passou a ser mercadoria, com preço ao longo do tempo: São os juros.




Lembre-se bem, o dinheiro em si não é riqueza, ele a quantifica.




E´ através do CRÉDITO que se pode empregar TRABALHO e CAPITAL e gerar desenvolvimento. A única razão de isso não dar certo é quando os PROVEDORES de Capital buscam retomar todo o CRÉDITO concedido de volta no menor tempo possível, buscando assim lucros exorbitantes nos contratos, esse fato é muito comum quando a indústria de Bancos é oligopolista. Se tivéssemos uma "real" briga de preços entre os bancos (concorrência) a conjuntura do mercado de CRÉDITO poderia ser outra.




Na atual conjuntura brasileira, o preço do CRÉDITO (=preço do dinheiro) que são os juros é alto. Se os JUROS são altos e se dão na forma em que são empregados hoje em dia (exponencialmente, sem nenhum critério) vale mais para o detentor de Capital empregar o dinheiro em aplicações financeiras do que produzir.




Exemplo: Um poço de petróleo, vale mais a pena produzir (construir usina, etc) ou vendê-lo e aplicar o dinheiro ganho? Depende da política de JUROS. Observe bem, uma Usina emprega Capital e Trabalho...




Um pescador tira da pesca o seu sustento mas ele precisa de insumos para realizar sua função (barco, roupas, alimentação). Ele poderia produzir suas roupas, fazer sua comida, etc... Mas um pescador é um pescador pelo fato de ser especializado nessa função. Um pescador não é um alfaiate, um cozinheiro, um caçador, etc... Um pescador realizará melhor a função de sua especialização (e terá melhor qualidade o seu produto) se tiver o CRÉDITO de prover o sustento de sua atividade. Vemos que essa relação (o pescador precisar do produto do caçador, do agricultor, do cozinheiro, do alfaiate, do artesão, etc) se desdobra em "n" relações, todas elas tendo o "dinheiro" como elemento de intermédio de trocas. O CRÉDITO tornou possível as relações entre as diversas indústrias (Pesca, Agricultura, etc) e o fato de estarem relacionados entre si agregou valor àquela sociedade.










2) O MODELO







O presente texto busca nas abstrações a resolução de um problema, muito já se foi pensado e executado no Brasil e no Mundo com o objetivo de promover desenvolvimento. Por se tratar de modelo composto por abstrações pode-se aplicar em vários casos. O importante é observar que diversas regiões têm as suas particularidades e as suas especializações, o objetivo é fomentar isso com regras econômicas bem definidas.




As relações também podem ser as mais diversas, no nosso exemplo anterior temos o caso do pescador e dos outros "produtores". O caso pode ser expandido por exemplo tomando-se uma empresa que produzirá um bem intermediário (que serve como insumo para a produção de outros bens). São essas relações que empregarão o CAPITAL e o TRABALHO gerando DESENVOLVIMENTO.




E´ necessário a utilização de um BANCO ESTATAL (O Governo dará personalidade jurídica ao indivíduo/indivíduos que tem interesse em realizar alguma atividade de produção), que oferecerá o seguinte pacote:




- Conta Corrente para personalidade jurídica
- Juros Lineares durante 7 meses iniciais de atividade do empreendimento
- Juros Exponenciais a partir dos 7 meses posteriores ao início da atividade
- Espécie de Cheque Especial (com os juros e características acima) com o intuito de gerar melhor produção. O limite depende da conjuntura da região e natureza dos empreendimentos.
- Esse "Cheque Especial" será usado somente para pagar os "Custos de Produção" do empreendimento, de forma ELETRÔNICA, sendo vedado o SAQUE em DINHEIRO.







Eis abaixo um esquema simples do modelo:























A linha tracejada (ela não é obrigatória, é só um elemento que pode existir no projeto) entre o BANCO ESTATAL e SOCIEDADE pode se referir por exemplo a alguma política de microcrédito que sirva de motivador para o consumo, naquela sociedade. As demais linhas representam as relações entre os “atores” do jogo. A razão de ser obrigado o pagamento dos custos por via eletrônica se deve ás características operacionais que geram um maior conforto do ponto de vista tanto de uma “auditoria”, dos custos da transação (ínfimos se for levado em conta cada operação).





CONCLUSÃO:


Muitos fatos que ocorrem no Brasil poderiam ser exemplificados aqui, tanto os bons exemplos como os maus, mas foi preferível moldar um ambiente no qual o Governo que é responsável também pelo DESENVOLVIMENTO tenha um modelo de Gestão de Créditos, através do seu Banco Estatal, para dessa forma conseguir modernizar áreas não só através da EDUCAÇÃO mas também através de um meio prático de sustentação e geração de RENDA, unindo CAPITAL e TRABALHO.

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